Transtornos Alimentares: intervenções cirúrgicas e acompanhamento Psicológico

 


Nos últimos anos, os problemas de saúde globais que mais cresceram nas estatísticas estão vinculados ao sobre peso e à obesidade. No Brasil, em levantamento realizado pelo IBGE (2014), o índice beira aos 60%. Cerca de 82 milhões de pessoas apresentaram o Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior do que 25 (sobrepeso ou obesidade). Houve uma prevalência maior de excesso de peso no sexo feminino (58,2%), que no sexo masculino (55,6%), basicamente não existe diferença entre os gêneros, mas o fenômeno aponta que em decorrência desse aumento de peso, muitas pessoas vão desenvolver a síndrome metabólica e necessitarão atendimentos pelos sistemas de saúde em tratamentos para redução de peso a fim de controlar as sequelas em relação aos aspectos clínicos (hipertensão, diabetes, entre outros).

 

Quando se apresentam os transtornos alimentares, quer-se referir aos transtornos em que o principal indicativo são comportamentos ou pensamentos recorrentes e persistentes referentes à alimentação ou ao ato de comer que, quando na sua execução, causam prejuízo ou sofrimento à pessoa. Os prejuízos estão relacionados a uma alteração no consumo de alimentos que levam à um comprometimento à saúde física ou psíquica.

 

Além dos comportamentos compensatórios inapropriados, também chamados de comportamentos purgativos, para impedir o acréscimo do peso. Diz-se que um comportamento é um comportamento compensatório inapropriado quando sua realização tem a função de afastar a pessoa de algo aversivo a ela, porém, a consequência desse comportamento tende a se tornar um problema maior que o próprio estímulo aversivo.

 

Pessoas com transtornos alimentares sofrem tanto pelas consequências de suas ações quanto pelas ações em si. Um bom tratamento utilizando a terapia cognitivo-comportamental como método de intervenção, associado com intervenções nutricionais, físicas e médicas, começa com um adequado diagnóstico. Mudanças nos planos terapêuticos são comuns, respeitando as características de cada transtorno. Devido a isso, saber reconhecer sinais e sintomas e diferenciá-los adequadamente potencializa o sucesso terapêutico.

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