Como desenvolver habilidades de tolerância pode ajudar no enfrentamento de crises?

 



Como desenvolver habilidades de tolerância podem ajudar no enfrentamento de crises?

 

É possível passar por crises imediatas e instabilidades emocionais sem agravar a situação deste momento em específico, assim como também é possível aceitar a realidade como ela vem diante de sua imutabilidade com o desenvolvimento habilidades de tolerância Nesta postagem, traremos três pontos importantes para estabelecer maneiras de combater o mal estar.

 

A princípio, é preciso verificar interesses e vocações que sirvam de referência para a definição de objetivos. É fundamental que percebamos a noção de que desenvolver habilidade de sobrevivência e tolerância devem ser praticadas para atravessar circunstâncias específicas que venham emergir desde o início do processo pré operatório até  os momentos conclusivos do tratamento bariátrico. Por isso a relevância de termos em mente sempre os objetivos buscados pela prática das habilidades. Os objetivos aqui propostos são: sobreviver a situações de crise sem piorá-las; aceitar a realidade como ela no momento; tornar-se livre.

 

Sobreviver a crises sem agravá-las significa desenvolver modos de lidar com as crises sem se refugiar em comportamentos que compliquem ainda mais a situação de estresse. São importantes nas ocasiões em que se nos vemos impotentes diante das circunstâncias e não há forma de alterá-las imediatamente ou não podemos organizar nossos sentimentos para articular melhor como proceder em resposta a elas.

 

Aceitar a realidade como ela vem é permitir que os fatos aconteçam e reconhecer que não podemos controlá-los a todo o tempo. É uma possibilidade de converter o sofrimento que determinadas realidades e fatos provocam em uma dor passível de ser administrada ou tolerada. Podemos ponderar sobre isto do seguinte modo:

 

Dor + não aceitação = sofrer e ficar empacado

Dor + aceitação = dor comum (às vezes extremamente intensa) e a possibilidade de seguir em frente.

 

Secundariamente, é preciso observar que não é apenas de crises e maus momentos que são formados a vida. Alimentar a concepção de que tudo ao redor oprime e tudo no interior dói, torna mais prolongada a experiência de vivenciar os sentimentos tristonhos, uma vez que esta postura se conecta diretamente com a possibilidade elaborar projetos e na resolução dos percalços encontrados e aumenta a probabilidade do surgimento de novos problemas ou crises. À certa altura, todos nós temos de experimentar a aceitação e que vida que vivemos é a nossa vida e cabe a nós darmos desfechos a crises, ciclos e fases.  

 

O terceiro ponto é torna-se livre. Somos de fato livres quando nos tornamos capazes de estar em paz e satisfeitos consigo mesmos e com a vida que vivemos, sejam quais forem as circunstâncias. De diversos modos, a liberdade vem a ser o produto de assumir com as próprias mãos as rédeas da sobrevivência, domando crises e emoções intempestivas. São estas habilidades que nos aproximam da possibilidade de não ceder aos anseios e ao mal estar. As habilidades de aceitação produzem o silenciamento do desejo intenso. No momento em que nos tornamos livres, somos capazes de defrontar nossos desejos e subjugá-los, de modo que nossas intempéries emocionais se desfazem como nuvens sopradas pelo estio no céu outonal.

 

Portanto, a finalidade da tolerância ao mal estar e de torna-se livre é o mesmo do objetivo da liberdade na prática de mindfullnes, de acordo com a perspectiva espiritual. Aqui, o fundamental é atingir uma ampliação da liberdade.

 

Esperamos que este post tenha sido esclarecedor! Que objetivos vocês apontariam para o desenvolvimento de habilidades? 

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